Prefeitura de Rio Preto arrecada R$ 21 milhões com radares em 10 meses
30/11/2018 10:29 em Novidades

Prefeitura arrecada cerca de R$ 21 mi com radares em 10 meses

Valor computado até o mês de outubro já supera o acumulado de todo ano passado, que é de R$ 19,7 milhões; a partir da próxima segunda-feira, dois novos pontos serão ‘vigiados’ por aparelhos Raphael Ferrari

 

Rio Preto superou, em 10 meses deste ano, o número de multas de trânsito registrados em todo o ano de 2017, quando, de janeiro a setembro, foram 121.838 infrações. No final do mês de outubro o número já chegava a 141.920 registros, o que representa uma crescimento de quase 20% em relação a todo período anterior. Em relação aos valores arrecadados pela Prefeitura, os números também surpreendem. No ano passado a Prefeitura arrecadou com as multas aplicadas aos motoristas R$ 19,7 milhões, enquanto que de janeiro a outubro deste ano já foram R$ 20,9 milhões. Na liderança das infrações está transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%, registrando 98.504 multas até outubro deste ano, seguido por multa por não identificação do condutor infrator imposta à pessoa jurídica, com 14.108, transitar em velocidade superior à máxima permitida em mais de 20% até 50%, com 11.833 multas, avançar o sinal vermelho do semáforo (fiscalização eletrônica), 7.444 registros e estacionar em desacordo com a regulamentação (estacionamento Área Azul) , com 4.105 multas.

 

Radares campeões

 

Quando são analisados os locais com mais registros de infrações cometidos pelos motoristas, o radar instalado na avenida da Saudade lidera o ranking, com 21.354 multas durante todo o ano passado. Na sequencia aparecem avenida João Bernardino de Seixas Ribeiro, com 11.410, avenida Brigadeiro Faria Lima, sentido Centro/Bairro com 10.246 multas, Viaduto Antenore Caffagni, 9.536 multas, avenida Juscelino K. de Oliveira Centro/Bairo com 9.255 multas e avenida Brigadeiro Faria Lima, com um total de 7.400 multas aplicadas.

 

Opiniões divergentes

 

Nas ruas, os motoristas ouvidos pela Gazeta se mostram divididos em relação a fiscalização por radares. O bancário Maurício Araújo, de 42 anos,

 

diz que apenas é multado quem não respeita as leis de trânsito. “Os radares não multam ninguém. Basta andar no limite de velocidade e obedecer regras que você não recebe multa. Simples assim”, diz. Para o eletricista João Pereira, de 38 anos, a Prefeitura acerta na instalação dos aparelhos, mas segundo ele, em alguns locais não se faz necessário este tipo de fiscalização. “Vejo que tem pontos que mais atrapalha do que ajuda. Nestes casos eu acho que o governo só quer mesmo arrecadar dinheiro”, diz. Para o comerciante Samuel Messias, radar é fonte de arrecadação. “A verdade é que radar não educa ninguém. A pessoa é multadaa mas não aprende. Acho o brasileiro já nasceu para desrespeitar a lei. O que vai mudar é começar educando as crianças, porque os adultos não respeitam mesmo”, diz.

 

Novos pontos

 

Os motoristas que trafegam por Rio Preto terão de ter atenção redobrada a partir da próxima segunda-feira, dia 3. Dois novos pontos passam a ter radares fixos para fiscalização de excesso de velocidade. Os aparelhos foram instalados na avenida Juscelino Kubitscheck de Oliveira, no Jardim Tarraf, e na rua Virgílio Dias de Castro, no bairro São Deocleciano. Em ambos os locais, o limite de velocidade é de 60 quilômetros por hora. Nestes dois casos, o secretário de Trânsito de Rio Preto, Amaury Hernandes, explica que não se trata de novos radares, mas de remanejamento de aparelhos instalados em outros lugares. “O contrato com a empresa que fornece e gerencia os radares determina o quantitativo. O que ocorreu foi a realocação. Tiramos de lugares onde já cumpriram a finalidade e instalamos em outros. O contrato permite isso”, esclarece.

 

 

 

O que diz a Prefeitura

 

Para o secretário de Trânsito, Amaury Hernandes, o governo Edinho não aumentou a quantidade de radares instalados, mas apenas realocou em lugares em que houve solicitações. “Todo tipo de aparelho, desde lombada até radar, tem que fazer um estudo técnico. Nele temos anexos para serem preenchidos. Um dos critérios são acidentes ocorridos, velocidade média, para depois se ter um embasamento legal”, explica. Amaury diz que em muitos pontos foram retirados os radares, mas são mantidas as estruturas. “Parece que tem o radar, mas não tem. É educativo.

 

A gente consegue fazer com que o motorista se eduque mesmo não tendo radar”. Questionado sobre a falta de campanhas educativas para conscientização, o secretário afirma que elas deverão ser intensificadas a partir do próximo ano. “Realizamos trabalhos nas escolas, vamos agora promoves ações no Calçadão”. Sobre como é investido todo o dinheiro arrecadados com as multas, que como mostramos somente até outubro deste ano já está na ordem de quase R$ 21 milhões, fomos informados, por meio de nota, que “a Secretaria de Trânsito obedece rigorosamente o artigo 320 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) que determina: “A receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. O percentual de cinco por cento do valor das multas de trânsito arrecadadas será depositado, mensalmente, na conta de fundo de âmbito nacional destinado à segurança e educação de trânsito (Funset)”.

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