Largo do Paissandu - Atenção Motoristas ! Ruas do centro podem ser liberadas amanhã
14/05/2018 - 18h37 em NOTICIAS 2018

FOTO: UAREN CASSIO

 

Os prédios interditados desde 1º de maio, após o incêndio que resultou no desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, centro de São Paulo, serão gradativamente liberados. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) pela Prefeitura de São Paulo, quando foi iniciada a vistoria no local. 

 

De acordo com a administração, a primeira etapa consiste em verificar a situação das estruturas e avaliar a necessidade de intervenções para que, após isso, possa iniciar as desinterdições. Porém, isso ainda não tem prazo para acontecer. 

 

Limpeza

A Prefeitura de São Paulo também iniciou nesta segunda-feira (14) a limpeza da área e retirada dos escombros do edifício que desabou. A ação é feita com prioridade para que as ruas do centro, bloqueadas desde o dia do acidente, possam ser liberadas. 

Entre as vias com interdição estão: a avenida Rio Branco, nos dois sentidos, um trecho da avenida Ipiranga e da rua Antônio de Godói, e o Largo do Paissandu.

Desaparecidos

Após 13 dias de buscas por desaparecidos, o Corpo de Bombeiros encerrou os trabalhos no domingo (13). Nos escombros, foram encontrados fragmentos ósseos dos irmãos gêmeos Wendel e Werner, de 10 anos, de Francisco Lemos Dantas, de 56 anos e o corpo de Ricardo Oliveira Galvão, de 38 anos, que caiu com o desabamento do edifício, instantes antes de ser resgatado pelos bombeiros.

Porém, ainda estão na lista de desaparecidos a mãe dos garotos, Selma Almeida da Silva, de 38 anos; Eva Barbosa da Silveira, de 42 anos; o marido dela, Valmir de Souza Santos, de 47 anos. 

O governador de São Paulo Márcio França (PSB) declarou neste domingo que as buscas foram encerradas, porque não há mais possibilidade de encontrar pessoas com vida no local. Já quanto aos corpos, disse que os ossos podem ter desaparecido devido à temperatura que foi atingida no local com o incêndio.

Caso

O prédio de 26 andares do Governo Federal pegou fogo após um curto-circuito no quinto andar e desabou em seguida, na madrugada do dia 1º de maio. 

O edifício, localizado na esquina entre a avenida Rio Branco e a rua Antônio de Godói, estava desativado há pelo menos 10 anos, mas chegou a abrigar a sede da Polícia Federal e o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). Atualmente, era uma ocupação irregular com mais de 300 moradores.

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